Quanto tempo gastamos a lavar, secar, passar e cuidar da nossa roupa?
Quando pensamos em simplificar o guarda-roupa, normalmente pensamos em ter menos peças. Mas há uma outra questão igualmente interessante: Quanto trabalho nos dá a roupa que escolhemos ter?
É por aqui que começa a reflexão desta semana, novamente a partir de uma proposta de Elaine St. James, autora de Simplifique a Sua Vida. E depois aproveito uma pergunta deixada pela Gercilene Gonçalves para falar de outra tarefa muito relacionada com o assunto: passar a ferro.
Roupa que dá menos trabalho
Uma das propostas de Elaine é evitarmos, sempre que possível, comprar roupa que precise obrigatoriamente de uma limpeza a seco.
Naturalmente, há peças que o exigem e circunstâncias profissionais em que determinado tipo de vestuário faz parte do dia a dia. Mas, para tudo o resto, podemos também ter em conta os cuidados que uma peça vai exigir depois de a comprarmos.
Porque o custo de uma peça de roupa não termina na caixa da loja. Ela terá de ser lavada, seca, eventualmente passada a ferro e, nalguns casos, levada regularmente à lavandaria.
Escolher tecidos e peças fáceis de cuidar pode, por isso, ser também uma forma de simplificar a rotina.
E é mesmo preciso passar tudo a ferro?
Cá em casa, a resposta é definitivamente não. 😄
Aliás, passo muito pouca roupa a ferro. E não existe propriamente um grande segredo. É sobretudo o resultado de pequenas escolhas feitas ao longo de todo o processo.
Começa logo no momento de comprar a roupa, escolhendo tecidos que não precisem de grandes cuidados e continua na lavagem.
Evito deixar a roupa molhada durante muito tempo dentro da máquina depois de o programa terminar, porque quanto mais tempo permanecer ali comprimida e amarrotada, mais vincos terá.
Depois vem a secagem. Se utilizarmos a máquina de secar, retirar e dobrar a roupa enquanto ainda está quente pode fazer uma enorme diferença.
Se secarmos no estendal, a forma como estendemos também conta. As camisas, por exemplo, gosto de as colocar diretamente em cabides. Secam já com a forma certa e ficam muito menos amarrotadas.
E depois há uma pequena regra que, para mim, faz toda a diferença: apanhar e dobrar. Em vez de apanhar, colocar tudo dentro de um cesto e deixar para depois. Porque aquele depois pode significar algumas horas de roupa comprimida umas contra as outras e uma nova coleção de vincos que antes nem sequer existiam.
Por isso, quando apanho a roupa, vou dobrando logo aquilo que é para dobrar. Depois é só levar o cesto e arrumar.
Simplificar uma tarefa antes de a eliminar
Nem sempre precisamos de deixar completamente de fazer uma tarefa para simplificarmos a vida. Às vezes basta perguntarmos: O que posso fazer antes para que esta tarefa dê muito menos trabalho depois?
Escolher outro tipo de tecido pode significar menos roupa para passar. Estender uma camisa num cabide pode poupar alguns minutos com o ferro. Dobrar a roupa imediatamente pode evitar que tenhamos de voltar a tratar dela.
Uma pequena decisão num ponto do processo pode eliminar trabalho mais à frente.
E, quando repetimos isso em tarefas que fazemos todas as semanas, os minutos começam a somar-se.
Porque simplificar a roupa não passa apenas por ter menos.
Também pode passar por escolher roupa que nos dê menos trabalho para manter.



