O que significa, afinal, simplificar a vida?
Ter menos coisas? Uma casa mais organizada? Menos compromissos? Mais tempo? Menos preocupações?
Provavelmente, um pouco de tudo isto, mas de formas diferentes para cada um de nós.
Neste vídeo partilho algumas ideias e reflexões que retirei da leitura de The Joy of Simple Living, de Jeff Davidson, um livro (que ainda estou a ler) inteiramente dedicado a procurar formas práticas de tornar a vida um pouco mais simples.
E são muitas as propostas.
O livro reúne mais de 1500 sugestões que passam pela organização da casa, pelo destralhe e pelas tarefas quotidianas, mas também pela gestão do tempo, pelo trabalho, pelas finanças, pelas relações e por tantas outras pequenas fontes de complicação que vamos acrescentando à vida quase sem perceber.
Mas simplificar não significa necessariamente ter menos
Esta é talvez uma das ideias que mais gosto quando falamos de uma vida mais simples.
Simplificar não tem de significar viver com o mínimo possível.
Também não significa abdicar das coisas de que gostamos, eliminar tudo o que não seja absolutamente essencial ou tentar encaixar a nossa vida numa determinada ideia de minimalismo.
Pode significar apenas começar a reparar naquilo que complica a nossa vida sem nos acrescentar verdadeiramente alguma coisa.
Pode ser um objeto que exige espaço e manutenção. Uma tarefa que continuamos a fazer por hábito. Um compromisso que já não faz sentido. Uma forma demasiado complicada de realizar uma coisa simples. Ou simplesmente demasiadas pequenas decisões a disputar diariamente a nossa atenção.
A pergunta pode ser: Há uma maneira mais simples de fazer isto?
Nem todas as sugestões de um livro terão de funcionar connosco. Algumas podem fazer todo o sentido, outras absolutamente nenhum.
Mas basta uma ideia nos fazer olhar de maneira diferente para alguma coisa que sempre fizemos da mesma forma para a leitura já ter valido a pena.
Porque talvez simplificar a vida não seja propriamente um destino.



