Todos gostam de ter espaços limpos e funcionais. Eu não sou excepção. Agora que tenho o computador limpinho, pós-limpeza de Primavera, apetece-me dar a volta ao espaço que o acolhe.
Temos a sorte de ter uma divisão dedicada ao efeito, embora já tenha sido sala de jantar, espaço de meditação e yoga. Para nós, um escritório em casa faz mais sentido: é onde trabalhamos, tratamos de papeladas, criamos, vemos um filme e, por vezes, até socializamos.

O ponto de partida, para mim, é usar o espaço que já temos antes de sonhar com uma sala enorme e minimalista. Uma bancada comprida para trabalhar lado a lado, arrumação pensada para os materiais que realmente usamos e um ponto de descanso fazem mais diferença do que trocar tudo de uma vez.
Também vale a pena aproveitar as paredes: caixas, cestos, pranchetas por projecto e uma estante alta libertam a bancada e ajudam a evitar aquele ar atafulhado. Não é falta de arrumação que costuma haver; são coisas a mais, mal distribuídas.

Uma prateleira estreita sob a janela pode resolver a vontade de ter apoio junto à luz sem impedir o acesso às portadas. Com uma cortina leve colocada dentro da caixa da janela, ganha-se privacidade e mantém-se a parede útil.
No fim, quero um escritório agradável e funcional, com tudo à mão de semear — mas sem a tralha à vista. É esse equilíbrio que procuro.


