...

O segredo para um lar organizado

Índice

Organizar e limpar a casa pode parecer uma tarefa assustadora, mas não precisa de ser assim.

Nesta Hora do Chá, vamos ver como podemos combinar os métodos KonMari, FlyLady e The Home Edit para criar um espaço limpo, organizado e personalizado, que se adapte às nossas necessidades e ao nosso estilo de vida.

Vamos descobrir como estes métodos nos podem ajudar a transformar a nossa casa num lar acolhedor e confortável.

Mas, antes disso, vale a pena perceber um pouco melhor o que distingue cada um deles.

KonMari: ficar com aquilo que faz sentido para nós

O método KonMari, criado por Marie Kondo, tornou-se conhecido sobretudo pela ideia de nos questionarmos se aquilo que possuímos nos traz alegria.

Mas o método vai um pouco além de simplesmente pegar em cada objeto e perguntar se ele nos faz felizes. A proposta passa por olhar para aquilo que temos, decidir conscientemente o que queremos manter na nossa vida e encontrar um lugar adequado para cada coisa.

Em vez de organizar divisão a divisão, Marie Kondo propõe fazê-lo por categorias: roupa, livros, papéis, objetos diversos e, finalmente, objetos de valor sentimental.

Há aqui uma ideia de destralhar antes de organizar. Afinal, encontrar sistemas de arrumação cada vez mais engenhosos para coisas que já não queremos, não usamos ou de que não precisamos acaba por não resolver verdadeiramente o problema.

O KonMari convida-nos, por isso, a fazer escolhas.

O que quero realmente manter? O que continua a fazer sentido na minha vida?

FlyLady: um pouco de cada vez

Se pensar em organizar a casa inteira já dá vontade de fugir, o método FlyLady olha para a questão de uma maneira bastante diferente. Aqui, uma das ideias fundamentais é evitar a tentativa de fazer tudo de uma só vez.

Em vez das grandes maratonas de limpeza que nos deixam exaustos, e que muitas vezes acabam por ser seguidas de semanas em que não queremos voltar a pensar no assunto, a proposta passa pela criação de pequenas rotinas e hábitos diários.

A casa é dividida em zonas, existem tarefas para diferentes momentos do dia e muito do trabalho é feito em pequenos períodos de tempo.

Um dos princípios mais conhecidos do método é começar simplesmente por manter o lava-loiça limpo e brilhante. Parece uma coisa insignificante, mas representa bem a filosofia FlyLady: começar por uma pequena ação, torná-la habitual e ir construindo a partir daí.

Em vez de esperarmos pelo dia em que teremos tempo, energia e vontade para “pôr finalmente a casa toda em ordem”, fazemos hoje um bocadinho. E amanhã outro.

The Home Edit: organizar também pode ser bonito

O The Home Edit acrescenta ainda outra dimensão: depois de decidirmos o que fica e de criarmos rotinas que nos ajudam a manter a casa, como organizamos aquilo que temos?

Aqui entram os recipientes, caixas, divisórias, etiquetas, categorias e todas aquelas despensas e armários visualmente perfeitos que provavelmente já encontraram pelas redes sociais.

O método ficou também conhecido pela organização por cores, o famoso efeito arco-íris, mas aquilo que me parece mais interessante não é propriamente termos todas as embalagens alinhadas numa fotografia perfeita. É a ideia de criar sistemas que nos permitam ver, encontrar, utilizar e voltar a guardar facilmente aquilo que temos.

Uma organização bonita pode ser agradável, claro, mas precisa sobretudo de funcionar para quem vive naquela casa.

E se não tivermos de escolher apenas um?

Talvez seja aqui que as coisas se tornam mais interessantes.

Não precisamos de transformar a nossa casa numa casa KonMari, FlyLady ou The Home Edit. Podemos aproveitar aquilo que cada método tem para nos oferecer.

Do KonMari, podemos retirar a ideia de começar por escolher conscientemente aquilo que queremos manter.

Do FlyLady, aproveitar as pequenas rotinas que impedem que tudo volte gradualmente ao caos.

E do The Home Edit, retirar ideias para criar sistemas de organização simples, visuais e funcionais.

No fundo, podemos destralhar, criar rotinas e organizar. E adaptar tudo isto à nossa realidade.

Porque uma casa organizada não é necessariamente uma casa minimalista, nem uma casa onde tudo está escondido dentro de caixas iguais e perfeitamente etiquetadas. Também não é uma casa permanentemente impecável.

É uma casa que funciona para as pessoas que vivem nela.

A organização tem de funcionar na vida real

Um sistema de organização só é verdadeiramente útil se conseguirmos mantê-lo quando a vida está a acontecer.

Nos dias em que estamos cansados. Quando chegamos a casa com sacos nas mãos. Quando não temos vontade de arrumar. Quando estamos com pressa. Quando outras coisas são simplesmente mais importantes.

Por isso, talvez o segredo para um lar organizado não seja encontrar o método perfeito, mas descobrir uma combinação de princípios que funcione connosco.

Podemos experimentar ideias diferentes, manter aquelas que facilitam a nossa vida e abandonar as que apenas nos dão mais trabalho. Afinal, organizamos a casa para vivermos melhor nela — não para passarmos a vida a organizá-la.

É precisamente sobre esta combinação de ideias dos métodos KonMari, FlyLady e The Home Edit que conversamos nesta Hora do Chá.

Peguem numa chávena e venham daí.

Vamos conversar?

Queres partilhar?

Deixa um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

four × three =

Queres receber notícias da Fia?

De vez em quando, envio-te uma mensagem com novas partilhas, ideias que vale a pena guardar, descobertas, projetos e algumas coisas resgatadas do fundo do baú.

Sem spam nem caixas de correio a abarrotar. Podes sair quando quiseres.

Ao subscreveres, concordas com a nossa Política de Privacidade.

Seraphinite AcceleratorBannerText_Seraphinite Accelerator
Turns on site high speed to be attractive for people and search engines.