O que têm em comum a comida e o email? À primeira vista, provavelmente muito pouco. 😄
Mas ambos podem fazer parte de uma vida mais simples e estes são alguns dos temas desta partilha, onde volto às reflexões de Elaine St. James, no livro Simplifique a Sua Vida, e ao meu destralhe da semana.
Simplificar a alimentação
Uma das propostas da autora passa por simplificar os nossos hábitos alimentares. E há uma ideia por trás disto de que gosto particularmente: comer bem não tem necessariamente de significar passar horas na cozinha ou preparar diariamente refeições muito elaboradas.
Podemos ter ingredientes simples, refeições simples e formas de cozinhar que exijam pouca preparação.
Aqui em casa, por exemplo, gostamos bastante de comida feita no forno precisamente por isso. Preparamos, colocamos no forno e, durante algum tempo, ela trata de si mesma. 😄
Não significa que não gostemos de cozinhar. Há momentos em que apetece experimentar uma receita diferente, fazer qualquer coisa mais elaborada e passar algum tempo na cozinha. Mas não precisamos de o fazer todos os dias.
E talvez simplificar seja também isso: distinguir aquilo que fazemos porque nos dá prazer daquilo que fazemos apenas porque achamos que tem de ser assim.
Menos complicação à volta da comida
Simplificar a alimentação pode passar por encontrar um conjunto de refeições de que gostamos, utilizar ingredientes que conhecemos, reduzir decisões desnecessárias e escolher formas de preparação que se encaixem na vida que realmente temos.
Pode também ter outras consequências interessantes.
Menos alimentos excessivamente embalados pode significar menos lixo. Refeições mais simples podem significar menos ingredientes diferentes para comprar e gerir. E reduzir o tempo passado diariamente na preparação da comida deixa-nos esse tempo disponível para outras coisas.
Não existe, naturalmente, uma fórmula de alimentação simples que tenha de servir toda a gente.
A alimentação que Elaine St. James descreve no livro corresponde às escolhas dela. Cada um de nós terá de encontrar aquilo que faz sentido para si, para a sua saúde, para os seus gostos e para a sua rotina.
O que me interessa nesta reflexão é sobretudo a pergunta: Será que estamos a tornar a alimentação mais complicada do que precisa de ser?
E depois há o email…
A outra parte desta partilha regressa ao meu processo de destralhe, tanto físico como digital. E o email é um excelente candidato.
Mensagens antigas, newsletters que já não lemos, publicidade, notificações e informação que guardamos indefinidamente vão-se acumulando sem ocupar uma única gaveta da casa. Mas continuam a ser coisas que temos de gerir.
Tal como tenho vindo a fazer com objetos, ficheiros e outras áreas da vida, vou também fazendo estas pequenas limpezas digitais e partilhando o resultado.
No fundo, seja na cozinha, numa caixa de entrada ou num armário, a pergunta acaba muitas vezes por ser semelhante: O que posso tornar mais simples?
Neste vídeo partilho a reflexão de Elaine St. James sobre simplificar a alimentação, algumas das minhas próprias escolhas e mais um pouco do meu destralhe da semana.
E deixo ainda no ar uma outra conversa sobre alimentação que acabou por merecer um vídeo só para ela.
Mas essa fica para depois. 😉



