Quando pensamos em reduzir o nosso impacto ambiental, uma das primeiras palavras que nos vem à cabeça é provavelmente reciclagem. Separar o papel, o vidro, o plástico e colocar cada coisa no respetivo ecoponto já faz parte das rotinas de muitas casas.
Mas há uma pergunta que podemos fazer antes dessa: E se houvessem menos coisas para reciclar? É precisamente por aí que começa a reflexão que partilho neste vídeo.
Antes de reciclar, reduzir
A ideia vem, mais uma vez, do livro Simplifique a Sua Vida, de Elaine St. James.
A autora chama a atenção para uma consequência interessante de simplificarmos alguns dos nossos hábitos: acabamos naturalmente por produzir menos lixo.
Se reduzirmos aquilo que compramos, entram menos embalagens em casa. Se recebermos faturas, extratos e outras comunicações em formato digital, acumulamos menos papel. Se deixarmos de receber publicidade, catálogos, revistas ou outras coisas que já não nos interessam, há menos material a entrar pela porta para, pouco tempo depois, seguir diretamente para a reciclagem.
E isto fez-me pensar que talvez possamos olhar para a reciclagem de uma forma um bocadinho diferente.
Reciclar aquilo que utilizámos é importante. Mas evitar trazer para casa aquilo de que não precisamos pode ser ainda mais simples.
Menos coisas a entrar, menos coisas a sair
É uma ideia que se aplica muito bem ao destralhe.
Se estamos constantemente a destralhar, mas continuamos a trazer coisas para casa ao mesmo ritmo, ficamos presos num ciclo:
comprar → acumular → organizar → destralhar → eliminar.
Talvez possamos intervir um pouco mais cedo. Antes de uma coisa entrar na nossa vida.
- Preciso realmente disto?
- Existe uma alternativa com menos embalagem?
- Preciso de receber isto em papel?
- Vou utilizar aquilo que estou a comprar?
Não se trata de procurar ter uma vida sem desperdício nem de fazer tudo de forma perfeita, mas de reduzir onde for possível e onde fizer sentido para nós.
Simplificar também pode ser consumir menos
No vídeo menciono também algumas mudanças que fui fazendo para reduzir o consumo de plástico e a quantidade de lixo que produzo, complementando esta reflexão com outras ideias que já tinha partilhado anteriormente no canal.
E depois há, claro, mais um pouco do meu destralhe da semana. Porque estas coisas acabam todas por estar relacionadas.
Aquilo que compramos entra em nossa casa. Aquilo que entra precisa de um lugar. Aquilo que guardamos precisa de ser organizado. E aquilo que deixa de nos servir terá, mais cedo ou mais tarde, de sair.
Talvez uma das formas mais simples de destralhar seja, por isso, começar antes de existir tralha.
Consumir um pouco mais conscientemente. Reduzir aquilo de que não precisamos. Reutilizar aquilo que ainda nos serve. E reciclar aquilo que inevitavelmente sobra.
Quanto menos lixo produzirmos, menos lixo teremos para reciclar.
É sobre esta ideia que conversamos no vídeo desta semana.
Vamos simplificar?



