Esta é a segunda parte sobre a personalização do espaço, integrada no Projeto 31 Dias de Organização em Casa. Um espaço personalizado ajuda-nos a sentir que chegámos realmente a casa. Não porque está cheio de coisas, mas porque tem a ver connosco e conta um pouco da nossa história.
Personalizar sem transformar a casa toda
Personalizar não significa mudar tudo, nem encher cada parede. Às vezes basta escolher um canto que estava esquecido e dar-lhe um toque com algo que nos faça sorrir.

O segredo está em escolher uma ideia que combine com a divisão e com quem a utiliza. Num quarto de criança podemos brincar mais com cores, desenhos e formas; numa sala ou num corredor, talvez faça sentido apostar num detalhe mais discreto. E, se gostamos de mudar, há soluções reversíveis que permitem experimentar sem compromisso.

Vinis para paredes e portas
Os vinis são uma das formas mais simples de dar personalidade a uma parede ou a uma porta. Há desenhos, frases, silhuetas e padrões para quase todos os gostos, e a aplicação costuma ser bastante mais fácil do que pintar. Também podem ajudar a criar um ponto de interesse numa zona pequena, como um corredor.

Antes de aplicar, convém limpar bem a superfície e confirmar se está lisa e seca. Se a casa for arrendada, vale a pena escolher um vinil removível e testar primeiro numa zona pouco visível. E não é obrigatório usar uma composição grande: um detalhe bem colocado pode resultar melhor do que cobrir uma parede inteira.

Portas que deixam de passar despercebidas
As portas oferecem muito mais possibilidades do que parece. Podem receber um mapa, uma ilustração, uma pintura feita à mão ou uma composição criada à volta da ombreira. Uma porta com vidros pode até transformar-se numa espécie de mosaico, aproveitando cada quadrícula para mostrar partes de um mapa, fotografias ou papéis decorativos.

Nos espaços das crianças, uma superfície com tinta de ardósia ou própria para marcadores transforma a porta num lugar onde podem desenhar e apagar. É um detalhe de decoração, mas também de brincadeira. Se a ideia for permanente, podemos pintar uma ilustração completa; se quisermos algo fácil de alterar, um painel autocolante ou uma placa fina aplicada sobre a porta dá mais liberdade.

Começar logo pela porta de entrada
A porta de entrada marca o limite exterior do nosso espaço e pode ser a primeira pista sobre quem vive lá dentro. Uma cor inesperada ou uma pintura artística dá personalidade à fachada e torna a entrada muito mais memorável. Nem todas as portas precisam de ser discretas — algumas ficam lindíssimas quando assumem o papel de verdadeira obra de arte.

Numa porta exterior é importante usar tintas adequadas ao material e resistentes ao sol e à chuva. Também convém ter em conta as regras do condomínio ou da zona onde vivemos. Se não for possível pintar a face exterior, podemos sempre personalizar o lado de dentro e guardar a surpresa para quem entra em casa.
Os pequenos detalhes também contam
Tomadas, interruptores e extensões raramente são as primeiras coisas em que pensamos na decoração da nossa casa. No entanto, estão sempre à vista. Podemos comprar modelos com formas pouco comuns ou personalizar os mais simples com tecido, papel, tinta adequada ou capas decorativas. Até uma extensão branca, igual a tantas outras, pode ganhar cor e integrar-se melhor no ambiente.

Aqui é importante não esquecer a segurança: não se devem tapar as aberturas, interferir com contatos elétricos ou aplicar materiais que aqueçam facilmente. A decoração deve ficar apenas na parte exterior e, se houverem dúvidas, mais vale optar por capas próprias ou pedir ajuda a quem perceba do assunto. A ideia é tornar o objeto mais bonito, sem comprometer a sua utilização.
No fundo, personalizar a casa é escolher os detalhes que fazem sentido para nós. Pode ser uma intervenção grande e muito artística ou apenas uma pequena graça num interruptor. O importante é que, ao olhar em volta, reconheçamos ali qualquer coisa intrinsecamente nossa.



