Esta semana partilho novamente duas coisas que, apesar de diferentes, acabam por andar de mãos dadas: a reflexão da semana e o meu destralhe.
O destralhe também passa pelo mundo digital: emails, newsletters, contactos, aplicações no telemóvel, imagens e vídeos no computador, extensões do browser e outros ficheiros que se vão acumulando quase sem darmos por isso.
É curioso porque, quando destralhamos uma divisão, conseguimos ver de imediato o espaço que recuperámo
Quanto nos custa aquilo que possuímos?
A reflexão desta semana parte de um excerto do livro Trabalhe 4 Horas por Semana, de Timothy Ferriss, sobre a quantidade de coisas que vamos deixando entrar na nossa vida e que, depois, nunca chegam verdadeiramente a encontrar uma saída.
Há uma ideia particularmente interessante por trás do texto: as coisas que possuímos também exigem alguma coisa de nós.
Precisam de espaço. De organização. Algumas precisam de manutenção. Outras representam despesas. E muitas continuam simplesmente ali, apesar de já não as utilizarmos, querermos ou precisarmos delas.
Por vezes é uma viagem, uma mudança de casa ou outra alteração na nossa vida que nos obriga finalmente a olhar para tudo e perguntar: Porque é que ainda tenho isto? E a resposta nem sempre é muito convincente.
Talvez tenha sido caro. Talvez um dia possa vir a fazer falta. Talvez represente uma versão de nós que já não existe. Ou talvez nunca tenhamos parado para decidir o que fazer com aquilo.
Destralhar acaba, por isso, por ser também um exercício de decisão. Não significa viver apenas com meia dúzia de coisas nem transformar o minimalismo numa obrigação.
Significa perceber que ter menos daquilo que não nos serve pode deixar mais espaço para aquilo que realmente queremos manter.
É sobre esta reflexão e sobre o destralhe que fui fazendo ao longo da semana que conversamos neste vídeo.
Porque a tralha pode estar num armário, numa arrecadação, numa caixa… ou perdida algures num oceano de emails. 😄



