Depois da partilha anterior sobre porque deixei de me preocupar com o glúten, ficaram ainda algumas coisas por dizer. Por isso, neste vídeo continuo a conversa.
Falo um pouco sobre alimentação, sobre as crenças que vamos construindo à volta daquilo que comemos e sobre a minha própria experiência ao fazer algumas alterações na forma como me alimentava.
Entre regras, crenças e aquilo que funciona connosco
A alimentação é uma daquelas áreas onde facilmente encontramos opiniões completamente opostas.
Há alimentos que num momento parecem ser apresentados como indispensáveis e, pouco tempo depois, como aquilo que deveríamos evitar a todo o custo. Surgem dietas, tendências, estudos, experiências pessoais e listas intermináveis daquilo que devemos ou não devemos comer.
E, pelo meio, podemos acabar por transformar a alimentação num conjunto cada vez maior de regras e preocupações.
O glúten foi um dos temas sobre os quais também fui formando ideias e experimentando mudanças.
Ao reduzir o seu consumo, notei alguns benefícios em mim. E essa experiência naturalmente influenciou a forma como passei a olhar para determinados alimentos e para a minha própria alimentação.
Mas uma experiência pessoal continua a ser isso mesmo: uma experiência pessoal. Aquilo que resulta ou que é sentido como benéfico por uma pessoa não tem necessariamente o mesmo efeito noutra.
Talvez por isso me interesse cada vez mais questionar não apenas o que comemos, mas também aquilo em que acreditamos sobre o que comemos.
De onde vieram determinadas ideias? Estamos a seguir uma regra porque faz sentido para nós ou porque ouvimos repetidamente que determinado alimento é “bom” ou “mau”? Como nos sentimos realmente quando fazemos uma alteração?
E será que conseguimos encontrar um equilíbrio entre prestar atenção ao nosso corpo e não transformar cada refeição numa preocupação?
É um pouco sobre tudo isto que continuo a conversar neste vídeo: as minhas escolhas, aquilo que fui observando quando reduzi o consumo de glúten e algumas das crenças que construímos em torno da alimentação.
Não como uma receita sobre a forma certa de comer, mas como mais uma partilha e um convite à reflexão.
Vamos conversar?


