Ao inspirar-me para partilhar algo consigo, reparei que a minha série de partilhas de inspiração ia na letra N e surgiu a questão: N de quê? Puxei pelos neurónios e nada saiu… Do que é que não me estou a lembrar?
Pensei em cores… nenhuma. Pensei em divisões da casa… nenhuma. Lembrei-me de nariz, Neide, Niterói… na-na-ni-na-não, isso não!
Nada!
Isso! N de Nada.
O projeto de dissertação deu-me claramente a volta à cabeça. Mas, pensando bem, talvez não fosse assim tão estranho que aquilo de que mais precisasse fosse precisamente de… nada.

Não fazer nada também é fazer alguma coisa
Há por aí tantas pessoas que têm dificuldade em parar um bocadinho que talvez não fazer nada seja mesmo uma arte.
E não estou a falar daquele “não fazer nada” em que estamos sentados no sofá enquanto respondemos a mensagens, vemos televisão, espreitamos as redes sociais e pensamos nas quinze coisas que ainda temos para fazer.
Estou a falar de parar mesmo. Deixar a mente respirar. Porque ela também precisa.

Fazer uma pausa não tem de significar viajar para longe nem preparar um programa especial. Pode ser sentarmo-nos à janela, beber um chá — ou qualquer outra coisa agradável — sem pressas, e nos permitirmos olhar lá para fora ou simplesmente deixar a cabeça desacelerar.
Curiosamente, é muitas vezes nesses momentos que me aparecem as melhores ideias. E até pesquisas sugerem que quando permitimos que a nossa mente vagueie, estamos a deixar que ela tenha tempo para fazer ligações entre assuntos que não parecem ter qualquer ligação entre si. Promovendo, assim, a criatividade.
Às vezes basta mudar de cenário
Mas também pode passar simplesmente por ir lá para fora e arejar as ideias.

Num jardim, uma varanda, um banco ao sol ou um qualquer cantinho onde possamos ficar sossegados durante algum tempo… sem mais.

Não é preciso fazer grande coisa.
Aliás, essa é precisamente a ideia.
Descansar sem transformar o descanso numa tarefa
Confesso que, nas minhas pausas do estudo, provavelmente acabaria por fazer umas coisinhas por aqui — leia-se crafts ou manualidades. 😁
Claro que falo apenas por mim, mas acho que estamos tão habituados a “fazer” que sentimos que assim “tem de ser”.
No entanto – e talvez esta seja uma ideia meio enviesada, mas – isso também pode ser descanso, desde que seja feito porque me apetece e não porque decidi que até o meu tempo livre tem de ser produtivo.

Talvez essa seja uma das diferenças importantes: fazer porque queremos ou fazer porque existe uma responsabilidade para o fazer ou porque sentimos que temos de aproveitar o tempo.
E, assim, até o descanso se pode transformar num item de uma lista:
“Vou ler.”
“Vou organizar aquilo.”
“Vou aproveitar para fazer aquele projeto.”
“Vou finalmente tratar de…”
E, quando damos por isso, já arranjámos trabalho para o nosso tempo de descanso.
Por isso, hoje a inspiração é mesmo esta: lugares bons para descansar, aproveitando o tempo sem culpa e cheio de uma boa dose de nada.

Porque nem todos os espaços de tempo (assim como da casa) precisam de ser preenchidos.

E, por vezes, é precisamente quando deixamos algum espaço vazio que voltamos a ter disponibilidade para aquilo com que realmente o queremos preencher.

Ora aí está uma boa dose de inspiração, pelo menos para mim. Espero que possa ser-lhe útil. Pelo menos como um lembrete.
E você? Consegue não fazer nada sem sentir que devia estar a fazer alguma coisa?
Beijos estrelados de lua cheia! 🙂




2 thoughts on “Inspiração do dia: N de…”
Que maravilha de imagens!!! Lindas, lindas…..tu fazes sempre descobertas fantásticas 🙂
beij♥ss
“Dicas de saúde, beleza, e exercício físico em casa”
Que bom que gostaste! 🙂
Beijinhos