Estou de volta e trago alguma inspiração na ponta dos dedos. Hoje é dia de C — C de conforto. Claro que seria preciso definir o que entendo por conforto, mas talvez a resposta esteja menos no estilo de decoração e mais na forma como nos sentimos em casa.

Para mim, conforto tem muito a ver com luz, textura e temperatura. Seja num sofá fofinho, uma cama confortável, um canto de leitura junto da janela, com uma manta quentinha ou numa rede onde o tempo parece passar mais devagar. Só precisa de saber bem.
Conforto começa na forma como usamos o espaço
Antes de escolher mantas e almofadas, vale a pena pensar no que fazemos naquele espaço. Numa sala, o sofá deve permitir conversar, descansar e circular sem obstáculos. Uma mesa de apoio à distância certa, um tapete agradável aos pés e uma iluminação que não encandeie fazem tanto pelo conforto como o próprio sofá.

As texturas
Para mim, um dos sinónimos de conforto é fofinho. E há tantas coisas fofinhas por aí…

Mas estou a divagar. Conforto, certo. Texturas.
Linho lavado, algodão, lã, madeira e fibras naturais tornam um ambiente mais acolhedor porque convidam ao toque. Não é necessário encher a casa de coisas fofas: duas ou três texturas diferentes já serão uma delícia a desfrutar e partilhar. Uma manta mais grossa no inverno pode dar lugar a um tecido leve no verão, mantendo o mesmo conforto sem aquecer demasiado.
Uma cama confortável não se mede pelo número de almofadas
Gosto de uma cama fofinha, leve e com almofadas, mas o essencial é haver roupa respirável, apoio adequado e camadas que se possam acrescentar ou retirar. A iluminação junto da cama deve ser suave, mas suficiente para ler. E, se houver espaço, um tapete macio ajuda a tornar mais simpático o primeiro passo da manhã.

Aproveitar a luz para criar um cantinho de leitura
Um banco de janela, para mim, é convite certeiro. Quando existe profundidade suficiente, basta um assento firme, algumas almofadas que apoiem as costas e um lugar onde pousar o livro ou a chávena. Se o sol for forte, uma cortina leve filtra a luz e evita que o recanto fique demasiado quente.

Nem todos temos uma janela assim, claro. Um divã, uma chaise longue ou um colchão firme encostado à parede também podem criar a mesma sensação. O importante é haver bom apoio, luz por perto e uma pequena zona para guardar a manta.
Também pode haver conforto no exterior
Uma varanda ou um alpendre ganham outra vida com um lugar que convide ao repouso. Uma cama de rede, almofadas (que possam ir para dentro quando chove) e uma manta para o final da tarde, transformam poucos metros quadrados num pequeno refúgio. Plantas e luz quente ajudam, mas sem ocupar a passagem.

A sensação de conforto é pessoal
Há quem descanse melhor rodeado de neutros e quem precise de cor. Há quem adore uma casa silenciosa e quem só a sinta viva com música ou vozes de fundo. Por isso, mais do que copiar um ambiente, interessa perceber o que nos ajuda a abrandar.
E para si, o que torna uma casa verdadeiramente confortável?




2 thoughts on “Inspiração: C de conforto”
Adorei ver as seleções tão bem escolhidas e maravilhosas!
Obrigada por partilhar!
Mil beijocas!
Obrigada pela visita no meu cantinho!
Obrigada Érica! Bem vinda! 🙂
Beijinh<3s