Será que para nos divertirmos, descansarmos ou sentirmos que aproveitámos o nosso tempo livre precisamos sempre de sair de casa e gastar dinheiro?
É esta uma das perguntas que podemos retirar da reflexão desta semana, novamente inspirada em Elaine St. James e no livro Simplifique a Sua Vida.
A proposta da autora é reduzir algumas das nossas saídas de entretenimento e redescobrir aquilo que realmente gostamos de fazer.
E talvez a parte mais interessante não seja propriamente sair menos, mas perceber o que escolhemos fazer com o tempo que temos.
Quais são, afinal, os teus prazeres preferidos?
Elaine conta que, numa conversa com um grupo de pessoas, lhes propôs que fizessem uma lista das coisas de que realmente gostavam de fazer nos seus tempos livres. E começaram a aparecer coisas muito simples.
- Observar o pôr do sol.
- Dar um passeio.
- Ler um bom livro.
- Conversar com alguém de quem gostamos.
- Ouvir música.
- Estar com os filhos.
- Brincar com os animais.
- Dormitar.
- Sentar-se simplesmente no sofá e não fazer absolutamente nada.
E repararam numa coisa curiosa: muitas das coisas que lhes davam verdadeiro prazer não custavam praticamente nada.
Não exigiam bilhetes, reservas, equipamentos ou grandes preparações. Estavam disponíveis praticamente todos os dias.
Fazer menos pode deixar espaço para mais
Isto não significa, naturalmente, que exista alguma coisa de errado em ir ao cinema, jantar fora, assistir a um espetáculo, viajar ou experimentar coisas novas.
Eu gosto de experiências e muitas delas valem absolutamente a pena. A questão é outra.
Quando estamos constantemente à procura da próxima coisa para fazer, podemos acabar por deixar pouco espaço para aquelas coisas muito simples de que também gostamos.
E talvez algumas delas nem nos ocorram quando pensamos: O que vamos fazer este fim de semana?
Porque nos habituámos a associar entretenimento a ir a algum lado.
Mas ficar em casa também pode ser um bom plano.
Um pote de coisas boas
Há uma ideia que sugiro no vídeo e de que gosto bastante.
Cada pessoa da família pode fazer uma lista de coisas simples que gosta de fazer. Depois escrevemos cada uma num pequeno papel, cartão ou até num daqueles pauzinhos de gelado, e colocamos tudo dentro de um frasco.
E fica criado o nosso próprio pote de ideias.
Quando apetecer fazer alguma coisa, podemos simplesmente tirar uma.
Pode sair:
- ver um filme antigo de que gostamos;
- fazer panquecas;
- dar um passeio;
- jogar qualquer coisa;
- ler;
- ouvir música;
- cozinhar juntos;
- ver o pôr do sol;
- ficar no jardim;
- telefonar a alguém;
- ou simplesmente reservar algum tempo para cada um fazer aquilo que lhe apetece.
Porque nem todas as propostas precisam de ser atividades em conjunto. O nosso tempo individual também conta.
Talvez não precisemos de mais entretenimento
Vivemos rodeados de possibilidades de entretenimento.
Há sempre outro filme, outra série, outro vídeo, outro restaurante, outro lugar para visitar, outra experiência para experimentar.
E tudo isso pode ser fantástico. Mas talvez possamos perguntar de vez em quando: O que é que eu realmente gosto de fazer quando sou eu a decidir como ocupar o meu tempo?
Talvez descubramos que algumas das respostas são surpreendentemente simples. E talvez seja precisamente aí que esta reflexão se cruza com a ideia de simplificar a vida.
Às vezes fazer menos significa ter mais tempo, mais sossego, mais flexibilidade e mais disponibilidade para aquilo de que realmente gostamos.
No vídeo partilho e comento, então, esta proposta de Elaine St. James sobre reduzir as nossas saídas de entretenimento e deixo algumas ideias para aproveitarmos melhor o tempo em casa.
E, como habitualmente nestas partilhas, há ainda o meu destralhe semanal, que foi essencialmente digital.
Porque às vezes simplificar significa sair menos e outras vezes significa apagar mais de 200 emails. 😄



